fogo posto.

“A FCT é o braço executivo do Ministério [da Ciência] e tem tido uma importância extraordinária na definição e execução de políticas na ciência e no financiamento. Por que aceitei este cargo, sendo um cientista ainda muito activo? A resposta é simples: é o momento na vida do nosso país em que todos temos de dar um contributo. Podemos fazer muito sem expectativas de aumentar o orçamento. Com o mesmo dinheiro ou com razoável dinheiro, há imenso a fazer”, referiu no discurso Miguel Seabra, que vai chegar à FCT com um orçamento para 2012 de 394,5 milhões de euros (281,4 dos quais são a parte portuguesa e o restante inclui dinheiro comunitário), o que é um corte de 42 milhões face a 2011 e menos 40 por cento do proposto para 2009, então com 654,1 milhões. Este ano, a ciência terá o orçamento mais baixo dos últimos seis anos, pois é preciso recuar até 2006, com 325,4 milhões de euros, para encontrar menos dinheiro do que em 2012.

Público, 4.01.2012

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