virtualidades (demasiado) reais.

Designers portugueses criam nova visão para o futuro dos protestos populares

07 de December de 2011

Os designers portugueses Tiago Barros e Ana Cravinho estão a apresentar o projecto Digital Revolution, que promete, tal como o próprio nome indica, revolucionar a forma como as pessoas vão protestar, ordeiramente, no futuro.

O projecto procura “uma nova visão para o futuro dos protestos em todo o mundo”, reconhecendo que estas acções são “essenciais e um método altamente importante para as pessoas demonstrarem as suas opiniões”.

Tendo como base a utilização da internet, o Digital Revolution reconhece as limitações dos protestos populares, ao nível do número de pessoas, condições ou perigo de a situação ficar fora de controlo.

Assim, o projecto propõe uma mudança de paradigma para estas acções, possível através de um interface visual para todos os que queiram juntar-se a uma causa específica, qualquer que seja a sua localização física. Um holograma em 3D de cada participante poderá ser projectado numa praça específica, num número infinito. Ou seja, toda a população mundial poderá reunir-se para uma causa através de uma simples ligação online. Todos podem estar na Praça Tahrir, no Cairo, Egipto, ou no Occupy Wall Street.

“Num mundo dominado pelo individualismo contagiante, onde o digital e as redes sociais são considerados o quinto poder, e onde as demonstrações públicas são inseguras e restritas, é tempo de agir. O Digital Revolution é uma ferramenta poderosa, capaz de unir um jovem indiano a um idoso do Alaska”, explicaram os designers ao Green Savers.

Neste contexto, os protestantes podem estar em casa, em segurança, e monitorizar as estatísticas em tempo real, notícias e outros dados. E podem estar, simultaneamente, a elaborar manifestos, escrever em blogs, enviar email ou partilhar histórias com toda a população mundial.

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Príncipe saudita investe 300 milhões de dólares no Twitter

19.12.2011 – 13:13 Por Alexandre Martins

É usado regularmente por mais de 100 milhões de pessoas, teve um papel importante nas revoluções na Tunísia e no Egipto, juntamente com o Facebook, mas ainda está longe de ganhar dinheiro a sério. Apesar de tudo, não faltam investidores: o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, o homem mais rico do mundo árabe, segundo a revista “Arabian Business”, e o 26º na lista da revista “Forbes”, é o mais recente accionista da rede social e plataforma demicroblogging Twitter, com um investimento de 300 milhões de dólares (230 milhões de euros).

Não foram divulgados pormenores sobre esta operação financeira, mas os 300 milhões do príncipe saudita representam três por cento dos oito mil milhões de dólares (seis mil milhões de euros) com que a empresa foi avaliada no Verão passado por um conjunto de empresas liderado pela russa DST Global.

“As redes sociais vão modificar o panorama da indústria dos media nos próximos anos. O Twitter vai captar e rentabilizar financeiramente esta tendência positiva”, justificou Ahmed Halawani, director executivo do departamento de investimentos internacionais da Kingdom Holding Company, citado pelo site de informação financeira MarketWatch.

Sobrinho do rei da Arábia Saudita, Alwaleed bin Talal tem aumentado a sua fortuna com investimentos nas áreas dos media e do entretenimento. Principal accionista da Kingdon Holding Company – que detém uma parte importante da financeira Citigroup –, o príncipe Bin Talal controla parte de empresas como a Apple e é o segundo maior accionista da gigante News Corp. de Ruppert Murdoch (“The Times”, “The Wall Street Journal”, “The Sun”, “The New York Post”, 20th Century Fox, Fox Broadcasting Company, entre outros).

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Apesar da sua influência nas revoluções da chamada Primavera Árabe, a notícia que gerou mais “tweets” por segundo foi a da gravidez da cantora Beyoncé: durante a gala MTV Music Awards, em Agosto deste ano, o anúncio fez disparar quase nove mil mensagens por segundo. Mas o Twitter também mostrou que pode ser um meio importante de solidariedade: o “tweet” que mais circulou entre os utilizadores em 2011 foi publicado pela cadeia norte-americana de “fast food” Wendy’s, que dessa forma entregou mais de 50 mil dólares a associações de famílias de acolhimento.

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Obrigado ao Jorge, pela música do outro (Seu) Jorge.

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