quem não admirará os progressos deste século?

Num post já com algum tempo, Paula Simões explicita, numa excelente análise comparativa, muitos dos receios que eu próprio venho sentindo quanto ao formato livro digital. O trabalho refere-se especificamente aos ebooks com DRM (Digital Rights Management).

No entanto, se pensarmos que facilmente os suportes de leitura (ebook readers, tablet, etc), por um lado, os programas de leitura (Adobe…) por outro, ou mesmo os distribuidores digitais podem, com facilidade, aplicar o mesmo tipo de restrições, vemos que as limitações averbadas ao ebook com DRM muito depressa se podem converter em riscos inerentes ao ebook. Pelo menos, no formato actual.

Vamos comparar as vantagens de um ebook com DRM com as do respectivo livro em papel. Tomemos como exemplo o livro em destaque na secção de eBooks PT da Bertrand “A Mentira Sagrada”:

Livro eBook com DRM
Custa €15,75 Custa €14,50
Posso lê-lo onde quiser Só o posso ler em sistemas compatíveis com o ADE
Posso emprestar Não posso emprestar
Posso vender em 2ª mão Não posso vender em 2ª mão
Posso trocar Não posso trocar
Posso dá-lo a outra pessoa Não o posso dar a outra pessoa
Os meus herdeiros podem ficar com o livro Os meus herdeiros não podem ficar com o livro
Sou eu quem decide se fico com o livro para sempre ou não Se a Adobe decidir deixar o ADE, eu fico sem o livro e sem o dinheiro
A partir do momento em que compro o livro, o editor não pode restringir a minha utilização legal do mesmo A qualquer altura o editor pode decidir restringir a minha utilização legal do livro como por exemplo o tempo de acesso à obra. O editor pode mesmo, em qualquer altura, impedir o mero acesso ao livro.

in paulasimoes’blog

Anúncios