Updates from Setembro, 2011 Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • pedrolopesalmeida 14:54 on 30/09/2011 Permalink | Responder  

    ler os outros, ou O amigo nuno crato está a sair-nos uma rica prenda, não está? 

     

    Ordem dos Médicos premeia o Mérito Escolar no Secundário

    Na sequência da polémica e incompreensível decisão do Ministério da Educação de suspender intempestivamente a entrega dos prémios de mérito aos melhores dois alunos das 464 escolas secundárias do país, o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos decidiu responder positivamente ao apelo pungente dos Directores das Escolas e constituir-se como um dos mecenas da Sociedade Civil para substituir esta aberrante e contraproducente decisão do Ministério da Educação e Ciência.

    A Ordem dos Médicos assumirá o pagamento de dez prémios de mérito, fazendo questão de pagar o prémio ao jovem Miguel Saraiva, da Escola Alves Martins, de Viseu, e subscrever integralmente as suas declarações à comunicação social, em que afirma: “Lamento a atitude do Governo e faço votos para que, no final do ano, os prémios dos gestores públicos de milhões de euros também sejam suspensos e possamos todos ajudar Portugal”.

    […]

    Lisboa, 29 de Setembro de 2011

    comunicado publicado no Portal da OM, também divulgado aqui. Sublinhados meus.

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  • pedrolopesalmeida 14:42 on 29/09/2011 Permalink | Responder  

    falaram em sacrifícios?! para quem?? 

    nestas alturas é que se vê quem está realmente preocupado em encontrar soluções. é extraordinariamente revelador que, os mesmos que enchem a boca com a retórica da crise, da necessidade de distribuir equitativamente os sacrifícios, aumentar a receita e equilibrar as contas, tenham a desfaçatez de, no momento da verdade, votar contra as propostas que viriam introduzir um elemento de justiça social neste momento de insanidade colectiva. é medonho.

    penso que resultados de votações assim deviam ser afixados à porta das escolas e das igrejas.

    haja alguma vergonha. já que não conseguem ser sérios, pelo menos que fossem coerentes. nem isso.

    Votações na Assembleia da República, 23 de Setembro de 2011


    VOTAÇÃO NA GENERALIDADE


    1. Projecto de Lei n.º 44/XII/1.ª (PCP) – Determina a aplicação extraordinária de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário, financeiro e grandes grupos económicos (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);

     

    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

     


    2. Projecto de Lei n.º 45/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional sobre a aquisição e a detenção de automóveis de luxo, iates e aeronaves (13.ª alteração à Lei n.º 22-A/2007, de 29 de Junho, que aprovou o Código do Imposto sobre Veículos – ISV – e o Código do Imposto Único de Circulação – IUC);

     

    Rejeitado

    Favor – PS, PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD e CDS-PP

     

     

    3. Projecto de Lei n.º 46/XII/1.ª (PCP) – Tributa as mais-valias mobiliárias realizadas por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), Sociedades de Capital de Risco (SCR), Fundos de Investimento, Fundos de Capital de Risco, Fundos de Investimento Imobiliário em Recursos Florestais, Entidades não Residentes e Investidores de Capital de Risco (ICR) – (Altera o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho);

     

    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP



    4. Projecto de Lei n.º 47/XII/1.ª (PCP) – Cria uma nova taxa aplicável às transacções financeiras realizadas no mercado de valores mobiliários;

     

    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

     


    5. Projecto de Lei n.º 48/XII/1.ª (PCP) – Cria uma sobretaxa extraordinária em sede de IRC (Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);

     

    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD e CDS-PP

    Abstenção – PS

     

     

    6. Projecto de Lei n.º 49/XII/1.ª (PCP) – Fixa em 21,5% a taxa aplicável em sede de IRS às mais-valias mobiliárias (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);

     

    Rejeitado

    Favor – PS, PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD e CDS-PP

     


    7. Projecto de Lei n.º 50/XII/1.ª (PCP) – Cria um novo escalão para rendimentos colectáveis acima de 175000 euros e tributa de forma extraordinária dividendos e juros de capital (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);

    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

     


    8. Projecto de Lei n.º 51/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional do património imobiliário de luxo (Alteração ao Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro, que aprovou o Código do Imposto sobre Transacções Onerosas – IMT – e o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI);


    Rejeitado

    Favor – PCP, BE e PEV

    Contra – PPD/PSD e CDS-PP

    Abstenção – PS

     
  • pedrolopesalmeida 23:02 on 28/09/2011 Permalink | Responder  

    o antónio negri vai estar aqui na minha terra. 

     

    e eu já me inscrevi.

     

     

    (clicar no cartaz para aumentar)

     

     
  • pedrolopesalmeida 14:49 on 25/09/2011 Permalink | Responder  

    cruzar textos: exercício de literatura comparada. 

     

     

    En la Universidad de Berkeley, en California, se imparte un curso de filosofía fundamentado en la vida cotidiana de la familia Simpson. El maestro y sus alumnos van tomando nota, a lo largo de un semestre, de los actos y los diálogos que la tribu de Homer va desvelando semanalmente en la televisión; este conocimiento, aparentemente superfluo, les sirve para comprender, y luego aplicar, los engranajes del pensamiento filosófico. Matt Groening, artífice de esta familia dolorosamente arquetípica, sostiene:“Los Simpson es un programa que te recompensa si pones suficiente atención”. Sus célebres episodios pueden entenderse en distintos niveles, divierten a niños, a adultos y a filósofos; tres datos sobre la inversión que lleva cada capítulo de esta serie dan una idea de su complejidad: 300 personas, que trabajan durante 8 meses, con un costo de 1,5 millones de dólares.

    La misma idea de convertir a la familia Simpson en materia de especulación filosófica es el tema de un curioso libro, The Simpsons and philosophy: the D’oh of Homer (ese D’oh se traduce en la versión española por “mosquis”, la célebre interjección de Homer). Una nueva editorial, Blackie, lo publicará en España en invierno con el título de Los Simpson y la filosofía. En este volumen, un éxito de ventas en EE UU e Italia, 20 filósofos, de diversas universidades de Estados Unidos, ensayan sobre esta familia y su entorno en la desternillante ciudad de Springfield. El compilador de este proyecto de reflexión colectiva es William Irwin, profesor de filosofía del Kings College, en Pensilvania, con la participación de Mark T. Conrad y Aeon J. Skoble; Irwin es también autor de un célebre ensayo, en la misma línea de filosofía pop, titulado Seinfeld and philosophy (Seinfeld y la filosofía), donde, en un ejercicio a caballo entre la reflexión y la enajenación que produce mirar tantas horas la tele, desmonta filosóficamente la vida del solterón neoyorquino y el grupo de solterones que lo rodean.

    Los Simpson y la filosofía comienza con un ensayo de Raja Halwani dedicado a rescatar, filosóficamente, lo que Homer tiene de admirable, y el punto de partida para esta empresa imposible es Aristóteles, ni más ni menos. “Los hombres fallan a la hora de discernir en la vida qué es el bien”; esta idea aristotélica consuena con esta idea homérica, de Homer Simpson: “Yo no puedo vivir esta vida de mierda que llevas tú. Lo quiero todo, las terroríficas partes bajas, las cimas mareantes, las partes cremosas de en medio”. La interesantísima radiografía filosófica de Homer que hace Halwani viene salpicada con diálogos y situaciones que hacen ver al lector lo que ya había notado al ver Los Simpson en la televisión: que Homer, fuera de algunos momentos de intensa vitalidad, casi todos asociados con la cerveza Duff, no tiene nada de admirable. “Brindo por el alcohol, que es la causa y la solución de todos los problemas de la vida”, dice Homer en un momento festivo, con una jarra de cerveza en la mano, y unos capítulos más tarde se sincera con Marge, su esposa: “Mira Marge, siento mucho no haber sido mejor esposo; estoy arrepentido del día en que intenté hacer salsa en la bañera y de la vez en que le puse cera al coche con tu vestido de novia… Digamos que te pido perdón por todo nuestro matrimonio hasta el día de hoy”.

    Hace unos años, Matt Groening declaró que el gran subtexto de Los Simpson es éste: “La gente que está en el poder no siempre tiene en mente tu bienestar”. La serie está basada en la desconfianza que siente el ciudadano común frente al poder, en todas sus manifestaciones, y en la necesidad que éste tiene de preservar a su familia que, por disfuncional que sea, termina siendo el último refugio posible. En los capítulos que se ocupan de los personajes de la serie, los filósofos autores de este libro aprovechan para revisar el antiintelectualismo yanqui a la luz de Lisa, o el silencio de Maggie a partir de esa idea de Wittgenstein que dice “los límites de mi lenguaje son los límites de mi mundo”; también hay una sesuda reflexión sobre Marge, esposa y madre, como referente moral de la familia Simpson, y del pueblo de Springfield; en uno de los episodios aparece este diálogo, debidamente consignado en el libro, entre Marge y el tabernero Moe:

    Moe: “He perdido las ganas de vivir”.

    Marge: “Oh, eso es ridículo, Moe. Tienes muchas cosas por las que vivir”.

    Moe: “¿De verdad?, no es lo que me ha dicho el reverendo Lovejoy. Gracias Marge, eres buena”.

    Bart Simpson es analizado con óptica nietzscheana; Mark T. Conrad intenta armonizar la vida gamberra de este niño con el rechazo de Nietzsche a la moral tradicional. “Yo no lo hice. Nadie me ha visto hacerlo. No hay manera de que tú puedas probar nada”, se defiende Bart en uno de los episodios, ignorando esta contundente línea de Nietzsche que lo justifica: “No existen los hechos, sólo las interpretaciones”.

    Además de Nietzsche y Aristóteles, Los Simpson y la filosofía echa mano de Kierkegaard, Camus, Sartre, Heidegger, Popper, Bergson, Husserl, Kant y Marx, y este último filósofo da sustancia al divertido capítulo Un (Karl, no Groucho) marxista en Springfield, donde James M. Wallace llega a la conclusión de que los Simpson son capitalistas y, simultáneamente, críticos marxistas de la sociedad capitalista. A la hora de desmontar filosóficamente a Homer, Raja Halwani llega a la conclusión de que el tipo de carácter que tiene este personaje, desde el punto de vista aristotélico, es el vicioso, su escaso autocontrol frente a la ira, la alegría, el sexo o la cerveza, sus mentiras y su cobardía histérica en las situaciones en que tendría que responder como jefe de la tribu, lo sitúan como la antítesis de la templanza. Esta línea, dicha por él mismo cuando peligraba su integridad física, describe bien al entrañable personaje: “¡Oh, Dios mío; criaturas del espacio! ¡No me coman, tengo esposa e hijos!; ¡cómanselos a ellos!”.

    – Normalmente no rezo, pero si estás ahí, por favor sálvame, Superman.

    – A Billy Corgan, de The Smashing Pumpkins: Sabes? Mis hijos piensan que eres fantástico. Y gracias a tu música depresiva han dejado de soñar con un futuro que no puedo darles.

    – Cuándo aprenderé? Las respuestas de la vida no están en el fondo de una botella. ¡Están en el televisor.

    – Sólo porque no me importe no significa que no lo entienda.

    do arquivo do El País (16.08.2008)

     
  • pedrolopesalmeida 05:30 on 24/09/2011 Permalink | Responder  

    “Something could go back in time and witness the moment of its own creation.” 

    Scientists at the Opera (Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus) experiment in Gran Sasso, Italy, found that neutrinos sent through the Earth to its detectors from Cern, 450 miles (730km) away in Geneva, arrived earlier than they should have. The journey would take a beam of light around 2.4 milliseconds to complete, but after running the Opera experiment for three years and timing the arrival of 15,000 neutrinos, the scientists have calculated the particles arrived at Gran Sasso 60 billionths of a second earlier, with an error margin of plus or minus 10 billionths of a second. The speed of light in a vacuum is 299,792,458 metres per second, so the neutrinos were apparently travelling at 299,798,454 metres per second.

    The Guardian

    Creio que o que o CNRS anunciou esta semana ter acontecido pode muito bem tratar-se de um dos episódios mais importantes do século em que vivemos. A provar-se rigoroso, o facto de ter sido detectada uma velocidade superior à velocidade da luz na deslocação de um feixe de neutrinos (entre as instalações do CERN em Genève e o detector de partículas Opera, em Gran Sasso, Itália) irá inevitavelmente revolucionar os princípios fundamentais da Física – e a forma como encaramos a realidade. A comunidade científica reagiu com um certo choque e alguma incredulidade quando, ontem, os dados foram anunciados. Brian Cox não exagera quando afirma que se a descoberta for validada implicará “a reescrita completa da nossa visão do universo”. Como já foi avançado, a abertura desta porta poderá levar a uma revisão da teoria da causalidade, e inaugurar a possibilidade de fazer a matéria viajar no tempo, isto é, “permitir a hipótese de se poder ‘andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma ação do passado'”, nas palavras de Gaspar Barreira, investigador português que integra o Conselho do CERN. E isto porque a partir do momento em que o limite cósmico da velocidade da luz é superado, o que quer que seja que viaja mais depressa do que ela, está a deslocar-se contra a progressão cronológica do tempo.

    As partículas que terão agora viajado a uma velocidade superior à da luz teriam podido, se lhes fosse possível tanto, olhar para trás, à chegada, e verem-se a si mesmas, milisegundos antes, a percorrer a trajectória que acabavam de concluir.

    Aqui fica mais uma peça bem informativa, do The Independent.

    Um dos coordenadores da equipa do Opera responsável pela experiência diz que ele próprio e os colegas “ainda estão a recuperar do susto”. Acho que nos devemos preparar para o mesmo.

     
  • pedrolopesalmeida 01:39 on 24/09/2011 Permalink | Responder  

    uma infografia verdadeiramente bem-vinda. 

    Para ler no JN: dez esplanadas para depois do Verão. Para ler, para escrever…

     
  • pedrolopesalmeida 09:53 on 23/09/2011 Permalink | Responder  

    Obi-Wan Kenobi Is Dead, Vader Says 

    Obi-Wan Kenobi, the mastermind of some of the most devastating attacks on the Galactic Empire and the most hunted man in the galaxy, was killed in a firefight with Imperial forces near Alderaan, Darth Vader announced on Sunday.

    In a late-night appearance in the East Room of the Imperial Palace, Lord Vader declared that “justice has been done” as he disclosed that agents of the Imperial Army and stormtroopers of the 501st Legion had finally cornered Kenobi, one of the leaders of the Jedi rebellion, who had eluded the Empire for nearly two decades. Imperial officials said Kenobi resisted and was cut down by Lord Vader’s own lightsaber. He was later dumped out of an airlock.

    The news touched off an extraordinary outpouring of emotion as crowds gathered in the Senate District and outside the Imperial Palace, waving imperial flags, cheering, shouting, laughing and chanting, “Hail to the Emperor! Hail Lord Vader!” In the alien protection zone, crowds sang “The Ten Thousand Year Empire.” Throughout the Sah’c district, airspeeder drivers honked horns deep into the night.

    “For over two decades, Kenobi has been the Jedi rebellion’s leader and symbol,” the Lord of the Sith said in a statement broadcast across the galaxy via HoloNet. “The death of Kenobi marks the most significant achievement to date in our empire’s effort to defeat the rebel alliance. But his death does not mark the end of our effort. There’s no doubt that the rebellion will continue to pursue attacks against us. We must and we will remain vigilant at home and abroad.”

    Obi-Wan Kenobi ’s demise is a defining moment in the stormtrooper-led fight against terrorism, a symbolic stroke affirming the relentlessness of the pursuit of those who turned against the Empire at the end of the Clone Wars. What remains to be seen, however, is whether it galvanizes Kenobi’s followers by turning him into a martyr or serves as a turning of the page in the war against the Rebel Alliance and gives further impetus to Emperor Palpatine to step up Stormtrooper recruitment.

    In an earlier statement issued to the press, Kenobi boasted that striking him down could make him “more powerful than you could possibly imagine.”

    How much his death will affect the rebel alliance itself remains unclear. For years, as they failed to find him, Imperial leaders have said that he was more symbolically important than operationally significant because he was on the run and hindered in any meaningful leadership role. Yet he remained the most potent face of terrorism in the Empire, and some of those who played down his role in recent years nonetheless celebrated his death.

    Given Kenobi’s status among radicals, the Imperial Galactic government braced for possible retaliation. A Grand Moff of the Imperial Starfleet said late Sunday that military bases in the core worlds and around the galaxy were ordered to a higher state of readiness. The Imperial Security Bureau issued a galactic travel warning, urging citizens in volatile areas “to limit their travel outside of their local star systems and avoid mass gatherings and demonstrations.”

    The strike could deepen tensions within the Outer Rim, which has periodically bristled at Imperial counterterrorism efforts even as Kenobi evidently found safe refuge in its territories for nearly two decades. Since taking over as Supreme Commander of the Imperial Navy, Lord Vader has ordered significantly more strikes on suspected terrorist targets in the Outer Rim, stirring public anger there and leading to increased criminal activity.

    When the end came for Kenobi, he was found not in the remote uncharted areas of Wild Space and the Unknown Regions, where he has long been presumed to be sheltered, but in a massive compound about an hour’s drive west from the Tatooine capital of Bestine. He had been living under the alias “Ben” Kenobi for some time.

    The compound, only about 50 miles from the base of operations for the Imperial Storm Squadron, is at the end of a narrow dirt road and is roughly eight times larger than other homes in the area, which were largely occupied by Tusken Raiders. When Imperial operatives converged on the planet on Saturday, following up on recent intelligence, two local moisture farmers “resisted the assault force” and were killed in the middle of an intense gun battle, a senior Stormtrooper said, but details were still sketchy early Monday morning.

    A representative of the Imperial Starfleet said that military and intelligence officials first learned last summer that a “high-value target” was hiding somewhere on the desert world and began working on a plan for going in to get him. Beginning in March, Lord Vader worked closely with a series of several different Admirals serving onboard the Death Star to go over plans for the operation, and on Friday morning gave the final order for members of the 501st Legion (known commonly as “Vader’s Fist”) to strike.

    Kenobi and a group of his followers were eventually captured while fleeing the system, and taken aboard the Death Star, which was in the midst of surveying the recent environmental disaster on Alderaan. Darth Vader called it a “targeted operation,” although officials said four tie fighters were lost because of “mechanical failures” and had to be destroyed to keep them from falling into hostile hands.

    In addition to Kenobi, two men and one wookiee were killed, one believed to be his young apprentice and the other two his couriers, according to an admiral who briefed reporters under Imperial ground rules forbidding further identification. A woman was killed when she was used as a shield by a male combatant, the Admiral said. Two droids were also reported missing.

    “No Stormtroopers were seriously harmed,” Lord Vader said. “They took care to avoid civilian casualties. After a firefight, I defeated my former master and took custody of his body.” Jedi tradition requires burial within 24 hours, but by doing it in deep space, Imperial authorities presumably were trying to avoid creating a shrine for his followers.

    Lord Vader has denied requests to present photographs of the body, describing them as “too gruesome” for the general public.

    via The Galactic Empire Times

     
  • pedrolopesalmeida 02:39 on 22/09/2011 Permalink | Responder  

    nichos de mercado. 

    Quando era (mais) miúdo, o meu avô comprava o JN e dava-me o suplemento “Terra do Nunca”, que fazia as minhas delícias aos Domingos.

    Agora, parece que temos uma versão do Público para rapazolas mais crescidotes, que já se estão a fazer homenzinhos: o P3, que, na versão beta, apresenta títulos como “sexo faz bem e o design também”, ou “jovens à rasca estão a desenrascar-se”.

    Resta dizer que é apoiado pelo QREN, que deveria querer dizer Quadro de Referência Estratégico Nacional.

    Acho que vou continuar com o “Terra do Nunca”…

     
  • pedrolopesalmeida 15:29 on 17/09/2011 Permalink | Responder  

    breve nota sobre o plágio. 

    O expresso dá nota de uma reportagem (da Visão) sobre os números alarmantes de plágio nas universidades portuguesas, a propósito da divulgação do estudo “Integridade Académica em Portugal”, de Aurora Teixeira.

    O problema não é, em boa verdade, novo, nem tampouco contido nas nossas fronteiras, e muito menos se limita aos níveis iniciais do percurso universitário (ainda tenho bem presente o caso do filho de Kadafi que pagou a um académico líbio para lhe escrever a tese que apresentou à London School of Economics, ou o caso do ministro da defesa alemão que em Março apresentou a demissão, depois de ter reconhecido haver plagiado a tese de doutoramento). O problema é global e transversal, e tanto toca à turma do secundário que copia pela wikipedia como às universidades de topo à escala internacional, nos mais avançados ciclos de estudos. Um pouco por todo o lado, o esquema repete-se, com nuances que resultam da adaptação à circunstância: do aluno ingénuo de licenciatura que cita artigos dos professores sem referenciar as fontes e acaba humilhado logo no 1.º ano, ao estudante de doutoramento que paga a um ghost-writer para lhe escrever um capítulo, dois, a tese inteira, passando pelo aluno de mestrado que descarrega dissertações das bases de trabalhos académicos em inglês, e, depois de traduzidas, assina com o seu nome, e pelos ecologistas que tentam “reciclar” trabalhos de umas cadeiras para as outras, ano após ano. A lista de modalidades não é monótona, e reflecte uma boa dose de criatividade.

    Da parte das instituições de ensino superior, as respostas tardaram um pouco, mas lá chagaram, acusando uma criatividade bem menos trabalhada: o software de detecção de texto plagiado, funcionando essencialmente como um motor de busca de textos com semelhanças ou analogias (ao nível lexical, frásico, estrutural), labora ao nível da superfície dos textos, …e também do problema. É que, como qualquer plagiador amanuense descobrirá em dois tempos, não é difícil contornar estes programas. Basta aplicar um ‘decapante’ ao nível da superfície do discurso plagiado, e ele fica irreconhecível – pelo menos, para um computador. Algumas alterações ao nível do vocabulário, da ordem das frases, ou a introdução de alguma palha pelo meio dos parágrafos e o texto está limpo e honesto aos olhos do software de detecção de plágio.

    E não podia ser de outra forma: procurar mitigar o plágio procurando na superfície dos textos apresentados as marcas de apropriação é tentar atacar o problema combatendo os sintomas, conservando os agentes em ignorância da causa.

    Não pretendo fazer aqui uma exposição do que penso sobre o estado actual do panorama universitário, nem este seria o lugar adequado. Mas penso – aliás, estou absolutamente convencido – de que é impossível contrariar a tendência para desrespeitar a integridade do trabalho científico sem compreender o que está mal no actual establishment académico. Acreditar que o problema está na ponta das folhas, e que o tronco transpira saúde enquanto a estrutura de produção científica e intelectual é parodiada a esta escala é, a meu ver, uma perfeita ilusão.

    Talvez valesse a pena dedicar-se alguma atenção a perceber de que modo o paradigma que temos hoje se relaciona com a emergência destes fenómenos. E, talvez aí, então, fosse possível ver claramente visto  que de um modelo essencialmente quantitativo, cumulativo, pseudo-positivista, agarrado a tiques de cientificismo balofo de cartilha e a uma retórica enfática da novidade, rotura, inovação, cutting-edge-state-of-the-art, foguetes e tiros pró ar, não podia, efectivamente, resultar outra coisa. Como consequência natural de tudo isto, é o próprio sistema académico que estimula e acolhe formas de legitimação do trabalho de reprodução do mesmo: publicação fatiada de papers, avaliação da produtividade científica com base em número de publicações, curricula medidos a metro, etc. Fazer em extensão e apressadamente parece ser o mote e a chave para o sucesso, hoje.

    O crescimento dos casos de plágio é o correlato subterrâneo do modelo de ‘competitividade’ aplicado à produção científica.

    A própria definição dos planos de estudo condiciona o surgimento destes fenómenos, por via da compressão imponderada da duração dos ciclos, da promoção de uma espécie de ‘corrida aos diplomas e certificados’, de uma urgência de certificar qualquer coisa, a qualquer custo (e, não, não estou a pensar no novas oportunidades).

    A certa altura, perdi boa parte do fascínio que me inspirava assistir à comunicação de trabalhos académicos em encontros com investigadores. Dei-me conta de que, salvo poucas e (muito) louváveis excepções, o que aparecia era, mais do que o desejo de estimular um pensamento partilhado e empenhado, a vontade de preencher um espaço que não podia ficar vazio. Mesmo que essa forma de preenchimento não fosse muito mais do que uma insistência cansada e já tímida de cada um em associar o seu nome a um formulário, repetindo-se ou parafraseando-se, na espiral interminável de uma conversa que se conduz para lado nenhum.

    Não será, de modo nenhum, fácil. E estou certo de que ninguém traz a solução no bolso das calças. Mas se nos queremos livrar do plágio, talvez tenhamos de nos livrar, em certo sentido, de uma boa parte de nós mesmos.

     
    • João Moura 19:04 on 18/09/2011 Permalink | Responder

      É engraçado que reconheci-me logo na pressão para os papers que falas no final. Aliás, se vieres ao meu curso, toda a gente morre de inveja quando ouve falar sobre alguém que anda no segundo ou terceiro ano de licenciatura e já publicou um paper. Mesmo se as pessoas forem muito geniais, é raro o caso em que um paper publicado por um aluno de licenciatura tem um grande valor científico, acho eu. No entanto, todos nós, neste momento, (especialmente o pessoal que está integrado em BII’s ou projetos extra-curriculares) sentimos quase a necessidade de publicar o que quer que seja. Acho que as pessoas começam a sentir que o trabalho nem vale a pena se não for para publicar :\

  • pedrolopesalmeida 02:39 on 17/09/2011 Permalink | Responder  

    alguém pode mostrar isto à senhora merkel e c.ª? 

    espero que ainda não seja tarde…

     
  • pedrolopesalmeida 21:59 on 16/09/2011 Permalink | Responder  

    as cores (desunidas) do movimento. 

    Um projecto do designer Paulo Barcelos, Colors Of Movement foi desenvolvido na Fabrica, o centro de investigação em comunicação da Benetton, para funcionar como instalação de vitrinismo interactivo da marca, entretanto aplicado em várias lojas pelo mundo fora.

    Consiste, basicamente, num espelho digital, onde o espectro de cores das formas em movimento é dividido, e as três cores primárias des-sincronizadas, de forma a produzir uma imagem onde só naquilo que não se mexe as cores se encontram como estamos habituados a ve-las.

    O melhor mesmo, é fazer a experiência, até porque é muito engraçado e dá uma certa vontade de dançar em frente ao computador. Versão online, com qualquer webcam: aqui.

    (via Vice Magazine)

     
  • pedrolopesalmeida 16:14 on 16/09/2011 Permalink | Responder  

    — 

     

    Things are because we see them, and what we see, and how we see it, depends on the arts that have influenced us. To look at a thing is very different from seeing a thing. One does not see anything until one sees its beauty. Then, and then only, does it come into existence.

    O. Wilde, The Decay of Lying – An Observation

     
  • pedrolopesalmeida 15:39 on 16/09/2011 Permalink | Responder  

    Não é novidade o uso do formato informativo para… 

    Não é novidade o uso do formato informativo para capitalizar atenção mediática para uma marca comercial. Mas o anúncio da Ikea a propósito de um suposto boom de vendas de livros digitais parece-me uma tentativa (muito) pouco interessante de produzir um fenómeno de world advertising.

    Será que pensam fazer estantes Billy com entrada USB? Com ligação directa à amazon.com? Com arestas suavizadas para impedir que os geeks se magoem? Ou o conceito é mais uma estante/mostruário, para arquivar os leitores de ebook em fila, à medida a que se vão tornando obsoletos?

     
  • pedrolopesalmeida 15:20 on 16/09/2011 Permalink | Responder  

    falta muita coisa, Cruzeiro Seixas… 

    “Falta qualquer coisa no mundo” disse o artista plástico e poeta durante uma entrevista à agência Lusa no Estoril, onde reside há dois anos, num lar. Deixou de desenhar e pintar, mas continua a receber muitos convites para expor a vasta obra.

    Foi com Mário Cesariny (1923-2006) que descobriu o pensamento surrealista. Então deu-se aquilo a que Cruzeiro Seixas chama “o milagre”.

    “Descobri a minha personalidade. Ele abriu-me estas portas. Era um poeta a sério, um intelectual, uma pessoa extraordinária e apaixonante”, recordou.

    O pintor e poeta acredita mesmo que se não fosse Cesariny estaria hoje “a trabalhar numa mercearia ou qualquer coisa assim…”

    Fundador do grupo “Os Surrealistas” – com Mário Cesariny, e Fernando José Francisco, falecido no início de 2009 – Artur Cruzeiro Seixas [n. 1920] expõe desde os anos 1940 e está representado em muitas coleções particulares e museus nacionais, nomeadamente o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

    Aos 90 anos, Cruzeiro Seixas aproveita os dias e as noites para dormir. Chama-lhe a sua “fuga”, porque já não consegue ler, nem escrever, nem pintar. Ouve música clássica na rádio, recebe algumas visitas e gosta de conversar.

    “As pessoas andam hoje à procura de uma ideia nova, que não há. O catolicismo, a monarquia, as ideias republicanas serviram a Humanidade durante séculos e depois foram sendo cada vez menos políticas e mais filosóficas. Este é um momento de viragem”, avalia o artista.

    “O pior disparate do mundo de hoje, e Portugal ressente-se muito disso, é as pessoas pensarem que a vida intelectual, a arte, a cultura, são coisas subsidiárias e devem ficar em segundo plano”, criticou.

    No quarto virado para o mar, Cruzeiro Seixas resume uma longa vida: “Perfiz uma obra que não é genial. É um depoimento. Reuni uma das melhores coleções de arte em Portugal. E fiz uns disparates”, conclui, sorrindo.

    Uma conversa com Cruzeiro Seixas, para ler no DN, aqui.

     
  • pedrolopesalmeida 14:43 on 14/09/2011 Permalink | Responder  

    A Universidade de Coimbra está construir uma base… 

    A Universidade de Coimbra está construir uma base com software livre para a área das Humanidades. Para já, disponibilizam o Zotero, gestor de referências bibliográficas, mas parece que vêm mais coisas a caminho.

    Tendo em conta o desprezo institucional que por cá se vai dedicando à cultura da tecnologia em fonte aberta e de livre acesso, o exemplo parece-me muito louvável.

    Por agora, disponível aqui.

     
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