O que fazer com a memória do Muro que dividiu a Europa

Cinquenta anos depois da construção da barreira, há quem questione a “Disneyficação” de Berlim.

Há safaris de Trabant, o antigo carro da ex-RDA (República Democrática Alemã), e “guardas” com uniformes da altura que carimbam falsos passaportes na Potsdamer Platz. Há locais de Berlim que se transformaram em autênticos “circos”, criticam muitos berlinenses, como a Porta de Brandemburgo, onde até pode estar um Darth Vader para posar em fotografias com os turistas. É a “Disneyficação” da Guerra Fria, como lhe chamava a revista alemã Der Spiegel.

O Muro de Berlim é um íman de turistas para a capital alemã, um destino cada vez mais popular. Isto apesar de já quase não existir: à euforia com a queda do Muro, em 1989, seguiu-se uma ânsia pela sua destruição. Há quem diga que os alemães o “apagaram” com um rigor quase prussiano: ninguém queria aquele símbolo da divisão presente como uma ferida, Berlim queria seguir em frente.

Um óptimo artigo de Maria João Guimarães, para ler aqui, no Público.

Anúncios