Updates from Agosto, 2011 Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • pedrolopesalmeida 21:31 on 30/08/2011 Permalink | Responder  

    Aqui está uma notícia útil para quem estiver… 

    Aqui está uma notícia útil para quem estiver a pensar abrir uma editora.

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  • pedrolopesalmeida 21:22 on 30/08/2011 Permalink | Responder  

    creio que isto encerra um capítulo na história do cinema europeu. 

    A meu ver, um dos melhores capítulos. Ettore Scola anunciou o fim do seu trabalho como realizador. Não há como não emudecer e anuir, perante os argumentos.

    Ettore Scola, um dos realizadores dos grandes clássicos italianos rodados nos estúdios Cinecitta em Roma, a par de Federico Fellini, Roberto Rossellini e Vittorio de Sica, explicou não estar mais sincronizado com a indústria cinematográfica.

    “A minha experiência no mundo da realização já não é o que costumava ser: descontraída e feliz. Hoje há lógicas de produção e distribuição com as quais eu não me identifico”, contou o realizador, acrescentando que no cinema é fundamental ter liberdade de escolha. “Estava a começar a sentir-me obrigado a respeitar regras que não me permitiam sentir livre.”

    de Una giornata particolare (1977), com Marcello Mastroianni e Sophia Loren. Um dos meus preferidos.

     
  • pedrolopesalmeida 17:22 on 21/08/2011 Permalink | Responder  

    ler os outros #2 

     

     


     

    Avaliação: 9.5/10

     

     

     
  • pedrolopesalmeida 16:50 on 19/08/2011 Permalink | Responder  

    este blog tem poucas imagens #2 

     

    Madrid, Plaza Mayor, 30.

     
  • pedrolopesalmeida 14:24 on 15/08/2011 Permalink | Responder  

    o café da starbucks, oscar wilde, george soros e o capitalismo cultural. 

    Uma brilhante animação feita pela RSA (Royal Society of Arts) a partir de uma conferência de Slavoj Zizek (24 de novembro de 2009). Aqui fica o link para o vídeo da conferência, na íntegra: «First as tragedy, then as farce».

     
  • pedrolopesalmeida 14:14 on 15/08/2011 Permalink | Responder  

    O que fazer com a memória do Muro que dividiu a Europa 

    Cinquenta anos depois da construção da barreira, há quem questione a “Disneyficação” de Berlim.

    Há safaris de Trabant, o antigo carro da ex-RDA (República Democrática Alemã), e “guardas” com uniformes da altura que carimbam falsos passaportes na Potsdamer Platz. Há locais de Berlim que se transformaram em autênticos “circos”, criticam muitos berlinenses, como a Porta de Brandemburgo, onde até pode estar um Darth Vader para posar em fotografias com os turistas. É a “Disneyficação” da Guerra Fria, como lhe chamava a revista alemã Der Spiegel.

    O Muro de Berlim é um íman de turistas para a capital alemã, um destino cada vez mais popular. Isto apesar de já quase não existir: à euforia com a queda do Muro, em 1989, seguiu-se uma ânsia pela sua destruição. Há quem diga que os alemães o “apagaram” com um rigor quase prussiano: ninguém queria aquele símbolo da divisão presente como uma ferida, Berlim queria seguir em frente.

    Um óptimo artigo de Maria João Guimarães, para ler aqui, no Público.

     
    • João Valente Aguiar 23:34 on 25/08/2011 Permalink | Responder

      não me parece que tenha sido o Muro a dividir a Europa… E, por outro lado, qual o interesse em “unir” a Europa? Existe por acaso algo que se possa chamar de Europa? Europa ou espaço geográfico-mítico-cultural de expansão do grande capital franco-alemão?

      Barreira? E os muros na Palestina (edificado por Israel) ou na fronteira entre o México e os EUA são o quê? As piores barreiras são invisíveis mas nem por isso menos materiais e bem mais castradoras e atentatórias dos interesses de uma humanidade emancipada.

      Ab

      • pedrolopesalmeida 00:54 on 26/08/2011 Permalink | Responder

        Viva! Obrigado pelo comentário, João. A verdade é que, sem embargo do valor teórico da análise, que, de resto, partilho em absoluto contigo, o testemunho dos que sofreram com o muro sobrepassa a frieza do nosso cálculo em abstracto: nenhuma razão política justifica o que aconteceu, as mortes de quem tentou atravessar o muro, as famílias divididas, os amigos incontactáveis, a vida adiada de quem não pediu para ser emparedado. A eles, explicar as motivações ideológicas para a permanência da cortina de ferro seria agredir brutalmente a realidade crua e indesmentível do sofrimento. Parece-me que é justamente por isso que se coloca, hoje, a necessidade de evitar a “disneyficação” do muro. Abraço

  • pedrolopesalmeida 16:31 on 13/08/2011 Permalink | Responder  

    bons argumentos 

     
  • pedrolopesalmeida 14:59 on 12/08/2011 Permalink | Responder  

    repetição de caliban. 

    Os confrontos que se têm registado em Inglaterra vão servindo de pretexto para se destilar hipocrisia um pouco em todos os quadrantes da opinião publicada. Os factos, em si, não diferem em nada do que aconteceu na periferia de Paris, em 2008. A única diferença é que, em 2008, ainda não tinham ocorrido os levantamentos no norte de áfrica. Isso pode ser uma pedra no sapato de alguns comentadores e opinion makers de trazer por casa, mas nada que os impeça de aproveitar a situação para uma apologia do modelo político europeu actual, de triunvirato Sarkozy-Merkel-Cameron. Estou absolutamente seguro de que se algo de semelhante se passasse, por hipótese, na Venezuela, os mesmos comentadores e opinion makers acorriam a dizer que os levantamentos populares do norte de áfrica se tinham espalhado a outras latitudes, e que a comunidade internacional deveria ser unânime em apoiar os gestos de ‘justa revolta’ da população. Estou absolutamente seguro. Infelizmente, as correntes de opinião regem-se por jogos de compromisso e oportunidade. Ninguém, ou quase ninguém refere o ataque concertado e sem tréguas que o governo de Cameron tem desferido nas franjas mais vulneráveis da sociedade britânica. Ninguém, ou quase ninguém refere que as propinas das universidades públicas foram aumentadas para o triplo, por decreto, com validade a partir do mês de Setembro. É claro que nada disto justifica ou legitima a destruição de património alheio, ou os roubos e pilhagens. Mas é importante perceber que estes não são gestos imprecendentes: decorrem de outros roubos e outras pilhagens, levados a cabo por quem tem o dever ético de servir de modelo a uma sociedade justa, pacífica, e de iguais oportunidades, e não o tem sabido fazer, de todo.

    Nos últimos dias, o Público teve a sensatez de publicar alguns trabalhos que fazem a excepção, seguindo contra a corrente da inanidade mental. Um deles, assinado por Rita Siza, chama-se «Os criminosos são operários, estudantes, homens, mulheres e até crianças», e, a dado momento, tem a lucidez de afirmar o seguinte:

    Até agora, tinha-se pintado um retrato impreciso da turba envolvida nos saques e desacatos. A generalização apontava para “jovens de classes desfavorecidas residentes em bairros sociais”. Alguns seriam “elementos” já conhecidos das autoridades; outros cidadãos marginalizados, arrastados pela corrente: “Pessoas habitualmente discriminadas e que de repente se vêem poderosas”, explicava o criminólogo John Pitts, acrescentando que essa sensação “pode ser tão alucinante como uma droga”.

    Mas à medida que as centenas de pessoas detidas nas pilhagens e confrontos vai sendo presente a tribunal, é possível ficar com uma ideia mais precisa sobre a demografia dos criminosos. Não há mais rapazes do que raparigas, nem há predominância de minorias, étnicas ou religiosas. Não são todos desempregados ou estudantes sem perspectivas de futuro. E a haver uma “inspiração” para os saques, é a do consumismo desenfreado.

    Não deveria ser difícil perceber isto. A lição da descolonização do império britânico deveria ter ensinado alguma coisa. Que não é possível tratar seres humanos como animais, encurralados em bairros étnicos, acenar-lhes diariamente com estímulos a um consumo que jamais poderão satisfazer, espicaçá-los sistematicamente com uma violência discriminatória contínua, psicológica, segregacionista, quase subliminar, e esperar que tudo se mantenha assim, para sempre.

    Noutra peça, uma entrevista de Joana Gorjão Henriques à criminologista Suzella Palmer, destaco, do depoimento desta investigadora da Universidade de Bedfordshire:

    Não aprovo a violência, os incêndios, os roubos, mas percebo e há razões muito importantes por detrás do que se está a passar. Precisamos de olhar para as causas. Acho que isto é uma chamada de atenção para toda a sociedade britânica. […] As pessoas estão zangadas, infelizes, frustradas. Estamos a atravessar problemas económicos, mas comparando com outros países ainda somos um país próspero. Muitas das nossas crianças estão zangadas e infelizes com muitas coisas e precisamos de ter tempo para as ouvir, coisa que não temos feito. […] Acho que é um protesto contra o facto de não estarem a ser ouvidos. É interessante que os assaltos sejam feitos por miúdos que saem à rua e agarram em qualquer coisa: telemóveis, bebidas, qualquer loja. É quase uma reacção à prosperidade do país a que estes jovens não têm acesso. Quando se olha para as multinacionais, vê-se que direccionam as suas campanhas de marketing para os jovens. E eles sentem uma enorme pressão para consumir, só que não têm oportunidade de ganhar o dinheiro de forma legítima para o fazer. E isso é um problema. Depois os cortes todos que afectam os benefícios sociais, as propinas e a falta de oportunidades de trabalho não deixam os jovens na posição de serem os consumidores que são pressionados a ser. E isso gera frustração. Também há questões que têm a ver com respeito. Eu sinto e vejo que os jovens são totalmente desrespeitados pela sociedade. Quando olhamos, por exemplo, para a justiça criminal, os jovens estão a ser criminalizados a um ritmo acelerado. Aquilo que temos de perceber é que é normal que os jovens se rebelem e se envolvam em comportamentos anti-sociais. Há muitas coisas que os jovens fazem hoje que são feitas há milénios, mas hoje eles são criminalizados. Estou a pensar, há 30 anos podia ser estridente em público falar alto, mas hoje os jovens são criminalizados por isso. Claro que não se trata de ignorar o facto, mas faz-se através de orientação e apoio, e se os vamos punir então que não seja através do sistema criminal – porque aí sentem-se criminosos. Colocam-lhes rótulos, tratam-nos como criminosos e eles começam a agir como se fossem.

    “Colocam-lhes rótulos, tratam-nos como criminosos e eles começam a agir como se fossem.” E poderia ser de outra forma?

     
  • pedrolopesalmeida 11:00 on 12/08/2011 Permalink | Responder  

    entendemo-nos todos muito bem em inglês. 

    “You say laughter and I say larfter,” sang Louis Armstrong. The difference is subtle. Across the world, however, from the Amazon to the Arctic, tribal peoples say it in 4,000 entirely different ways.

    Sadly, no one now says “laughter” in Eyak, a language from the Gulf of Alaska, whose last fluent speaker died in 2008, or in the Bo language from the Andaman Islands, for its last remaining speaker, Boa Senior, died in 2010. Nearly 55,000 years of thoughts and ideas— the collective history of an entire people— died with her.

    Most tribal languages are disappearing faster than they can be recorded. Linguists at the Living Tongues Institute for Endangered Languages believe that on average, a language is disappearing every two weeks. By 2100, more than half of the more than 7,000 languages spoken on Earth—many of them not yet recorded—may disappear. The pace at which they are declining exceeds even that of species extinction. […]

    “I cannot read books,” said the Gana Bushman Roy Sesana from Botswana. “But I do know how to read the land and animals. All our children could. If they couldn’t, they would have died long ago.”

    The languages of Bo, Innu-aiman, Penan, Akuntsu, Siksika, Yanomami and Yawuru are rich in the results of thousands of years of observation and discovery and aspects of life that are central to the survival of the community – and the wider world. “The hunter gatherer way of being in the world, their way of knowing and talking about the world, depends on detailed, specific knowledge,” says anthropologist Hugh Brody, while linguist K. David Harrison, in his book When Languages Die writes, “When we lose a language, we lose centuries of human thinking about time, seasons, sea creatures, reindeer, edible flowers, mathematics, landscapes, myths, music, the unknown and the everyday.” […]

    In the words of Daniel Everett, linguist, author and Dean of Arts and Sciences at Bentley University, “When we lose tribal knowledge we lose part of our ‘force’ as Homo sapiens. There is a inestimable loss of expression of humor, knowledge, love, and the gamut of human experience. One ancient tradition, a world of solutions to life is lost forever. You can’t Google it and get it back.”

    Joanna Eede, «You can’t Google it and get it back – Why the death of tribal languages matters», aqui.

    Um artigo para ler no Survival International. Vale bem a pena.

     
  • pedrolopesalmeida 02:43 on 12/08/2011 Permalink | Responder  

    Também eu. 

    i sabe como estudar nas férias. Olha, grande coisa.

     
  • pedrolopesalmeida 01:00 on 12/08/2011 Permalink | Responder  

    o kindle que se cuide. 

    A Google vai avançar com a digitalização de livros na Europa. Em França, já foram realizados acordos com a Hachette (que detém editoras como a Grasset, Stock, Fayard, Le Livre de Poche, Éditions Harlequin, Marabout e Larousse). Segundo o Público, “o acordo abrange milhares de obras que não estão comercialmente disponíveis mas que ainda estão abrangidas pelos direitos de autor”. As negociações salvaguardaram os autores e editores, que receberão direitos pelas obras digitalizadas, que ganham, assim, uma segunda vida. Pensando no que constitui o grosso dos fundos de catálogos das editoras com quem a Google está interessada em firmar protocolos, podemos antever a disponibilização de algumas (boas) obras literárias, de estudo, de referência, universitárias ou de divulgação cultural/científica, o que, pelo menos enquanto hipótese, é bastante promissor. Isto colocando de parte a polémica que, nos EUA, envolve o processo de digitalização de bibliotecas pela Google, e que se arrasta, ainda, nos tribunais. Uma coisa parece-me certa: entre guilhotinar os fundos de catálogo, votar ao abandono editorial e livreiro as obras para públicos minoritários, ou digitalizá-las e criar uma biblioteca online, a opção parece ser clara. Se forem respeitados os direitos de autor e editores, ainda melhor.

    Com isto, a Google ebooks adquirirá, previsivelmente, uma notoriedade de que ainda não goza por cá. Um sinal positivo, se pensarmos na distância que separa a política da Google (transparência, livre-acesso e respeito pelo domínio público) do puro interesse comercial da amazon.com, actualmente líder nesta área. Com isto, não sei quanto tempo de vida restará ao kindle, mas parece-me que o iRiver Story, o primeiro leitor totalmente integrado na base de livros da Google, vai chegar com argumentos de peso. A memória expansível através de cartões SD, a maior compatibilidade de formatos de ficheiros, o E-Ink display (o mesmo utilizado pelo kindle, só que) em HD (mais 63% de pixels), além, é claro, da plena integração com o acervo do Google eboks (o que representa, para já, cerca de 3 milhões de livros gratuitos) serão atributos a ter em consideração. (Mais informações aqui). Pelo mesmíssimo preço do e-reader da amazon.

    Como dizia o salmista, “O Google é meu pastor, nada me faltará”.

     
  • pedrolopesalmeida 00:59 on 12/08/2011 Permalink | Responder  

    não resisto: #1 

    Isto explica muita coisa.

     
  • pedrolopesalmeida 16:19 on 10/08/2011 Permalink | Responder  

    destaques meus #1 

    Uma das linhas ideológicas do actual governo é a tentativa de se apresentar a si próprio como um governo sem ideologia, um governo pragmático para fazer o que é necessário, custe o que custar. […] Assim disfarçada de verdade suprema, como o «a bem da nação» de que a nação tão má memória guarda, a ideologia das classes dominantes reivindica para si própria uma qualidade divina, e onde os seus executantes adquirem qualidades ligadas à capacidade revelada para fazer vencer o bem contra o mal – nuns casos corajosos e pragmáticos, noutros incompetentes e desonestos. Imaginem que vos assaltam a casa. Seguramente que não exclamariam «Que corajosos, roubaram-me em plena luz do dia!» ou «Que pragmáticos, em três minutos até os colchões levaram!». A força dos mecanismos de dominação ideológica expressa-se na capacidade de colocar milhões de vítimas a chamar corajoso ao Sócrates e pragmático ao Passos Coelho. Neste cenário, a luta de classes não existe, só o confronto entre o bem e o mal. Retirada a sua própria ideologia da categoria de ideologia, a palavra passa a ser um anátema usado sobre os que se lhe opõem: estão a fazer ideologia! E então, colocam a questão: querem um governo pragmático ou ideolóóóógicoooo? (deve ser lido com a entoação da voz-off de um filme de terror…).

    Mas, desde logo, esta contradição entre pragmatismo e ideologia não faz sentido nenhum. Uma coisa é a capacidade de executar um determinado programa, e outra completamente diferente é qual o programa que se pretende executar. Tão pragmático é roubar o subsídio de férias para o injectar na banca como o seria nacionalizar toda a banca e aumentar os salários. Tão pragmático é roubar o abono de família para o entregar aos accionistas da PT como o seria cobrar os impostos devidos a esses accionistas e aumentar o abono de família. […]

    Manuel Gouveia, «Pragmatismo ou Ideologia?», Avante!, n.º 1966, 4 de Agosto de 2011, p. 4.

     
  • pedrolopesalmeida 21:36 on 08/08/2011 Permalink | Responder  

    eu via desenhos animados xenófobos. e gostava. 

    Daisy:If you teach me how to skate this afternoon I’ll give you what you have always wanted.
    Donald:Do you mean…?
    Daisy: Yes… my 1872 coin.

     

     

    Gostava e gosto, particularmente deste: Miss Peggy Lee, como o par de gatos siameses cuja identificação com os imigrantes chineses é quase obscena. Aqui fica um curto documentário sobre o processo de criação deste dueto de Peggy Lee consigo própria.

    Tempos mais tarde, li o manual de descolonização de Armand Mattelart e Ariel Dorfman Para leer al Pato Donald, e nunca mais foi a mesma coisa.

     
  • pedrolopesalmeida 03:18 on 07/08/2011 Permalink | Responder  

    entre aspas 

    In “The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains,” the technology writer Nicholas Carr extends this anxiety to the 21st century. The book begins with a melodramatic flourish, as Carr recounts the pleas of the supercomputer HAL in “2001: A Space Odyssey.” The machine is being dismantled, its wires unplugged: “My mind is going,” HAL says. “I can feel it.” For Carr, the analogy is obvious: The modern mind is like the fictional computer. “I can feel it too,” he writes. “Over the last few years, I’ve had an uncomfortable sense that someone, or something, has been tinkering with my brain, remapping the neural circuitry, reprogramming the memory.” While HAL was silenced by its human users, Carr argues that we are sabotaging ourselves, trading away the seriousness of sustained attention for the frantic superficiality of the Internet.

    […]

    One of Carr’s most convincing pieces of evidence comes from a 2008 study that reviewed 34 million academic articles published between 1945 and 2005. While the digitization of journals made it far easier to find this information, it also coincided with a narrowing of citations, with scholars citing fewer previous articles and focusing more heavily on recent publications. Why is it that in a world in which everything is available we all end up reading the same thing?

    […]

     The rise of the written text led to the decline of oral poetry; the invention of movable type wiped out the market for illuminated manuscripts; the television show obliterated the radio play (if hardly radio itself). Similarly, numerous surveys suggest that the Internet has diminished our interest in reading books. Carr quotes Wallace Stevens’s poem “The House Was Quiet and the World Was Calm,” in which stillness allows the reader to “become a book.” The incessant noise of the Internet, Carr concludes, has turned the difficult tex into an obsolete relic.

    Jonah Lehrer, aqui.

     
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