A segunda descoberta em menos de um mês Ou Isto já parece a citânia de briteiros em ponto grande.

O proprietário de manuscritos presumivelmente do punho de Guerra Junqueiro terá, um destes dias, feito diligências no sentido de tornar público o teor do espólio (podia imitar os jornais e dizer que foram descobertos manuscritos inéditos de Guerra Junqueiro, mas, como o blogue não tem publicidade e eu não sou jornalista, não o farei). Falta agora contactar especialistas para validar a autenticidade do documento autógrafo.

Entretanto, os interessados passarão os próximos meses a excluir potenciais especialistas no autor, que afirmam, com-muita-pena-sua, não poder ajudar, porque nunca trabalharam com os manuscritos, e, por isso, lamentam, não poderão fazer o reconhecimento da letra, embora tenham excelentes trabalhos acerca das posições políticas do autor de A Velhice do Padre Eterno, e estudos incontornáveis relativamente às opções estéticas do poeta, ou mesmo uma certa incontestada posição quanto ao estatuto da mulher na obra junqueiriana, e que terão muito gosto em expor, se se der o caso.

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